domingo, 18 de novembro de 2012

Ora é bom viver de aforismos, de fôlegos curtos e emoções imensas.
Propícia, assim digamos.
Concatenação de sentimentos puros e espontâneos. Desapegar-se.
Abraçando o exato instante do existir, sorrindo entre naturais
energias do essencial de vontade...
Deixa exercer breve ou demoradamente, sem ponderar os desejos (se por assim
chamarmos), ou necessidades.
Respeitar o teu animal, que não mais anseia pela liberdade
limitada.

És que és, por estar-se, enquanto. Depois, serás outrem..

domingo, 4 de novembro de 2012

Lendo-nós.

Metamorfose.
Gostar do calor.
Aprecio.
Deitar-se, pelo prazer
de estar-se comigo,
sem nós,
como dois, doados
a si.
O ir voltando.
Conscientes do inconstante
Acontecimentos ditados
pelo não fazer,
Querendo.
Somos, sem estar.
O lugar, ali
Conheço o caminho da cozinha
Sabe como saboreio
o café.
O mais,
é próprio de si.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Quinta-feira.

Percebi a pequenitude observando a imensidão que cabe no movimento do olhar,
é cheio.
É existir, é estar, pela simples razão de por assim ter de ser.
Enfiar o braço pela cadeira pra aquecer a companhia,
sem precisar embora, querendo o toque.
O composto.
Com, eu e mais. Posto que estando ali, completa.
Parede, chão, mão. Composto do eu mais objeto.
Suavidade entregue pela expectativa do não esperado.
Deixar que, e basta.


Escritas no escuro, falta luz.
Ouvir a própria voz, deixe-me cantar.
Ninando meu sono, calmo, calmo, claro
feito do resto de xícara de chá.
Dormir não é deitar.
Dormir é segurar a noite no colo,
e não deixar ela cair.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Girassol Gira Sol.

O dia nascerá não mais por obrigação.
Pelo prazer de sorrir e levantar as manhãs
Assim é que tem de ser, virtuoso e leve
Leve como as folhas que se carregadas são
pela correnteza.
Do rio navegante de mim
Nascente do liquido escorrente
do coração suado.
Conversar com árvores e
beijar beija-flores
Que se permitem, insistem
pela maciez dos lábios
desconstruídos pela riqueza
do dom de metamorfosear..
Borboletar as pedras do caminho
Deixar que batam sua asas
tecidas por cordas de apego e liberdade
Enquanto dedos deslizam
em face recém desdolorida
Contar e Correr.
Que nem caracol.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Opaca.

Seca como uma folha no pátio. Opaca.
Pouca coisa se acentua no decorrer do mau-dia.
O vento acorda soprando ao e para o contrário, descafé, desmanhã.
Arrancada do âmago, seu próprio, o sofrer pelo sofrer alheio.
Ausência pela culpa, que da sua boca desculpa. Mas a quem ela possui?
Afago procurado no espaço vazio que me presenteou a quinta-feira, carente de contente.
Nada. Mais.Nada, aguando a saliva, nadando.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

As importantes são que que desejo abraçar no meio do dia, por ter lembrado de uma briga que tivemos ou um copo de suco tomados na cozinha de casa. Que lembro do cheio do perfume que tinha no banheiro da sua casa em um dia qualquer, detalhes.
"Vá a merda", e após ouvir isso ter o coração apertado com vontade de dizer" te amo".Não precisa marcar hora nem lugar, muito menos publicar fotos na internet pra dizer o quanto são fundamentais. São da natureza, a própria.
Pense em sacrificar o que te vale, e se não houver dor nem arrependimento em pensar em doar, é amor, é real. No mais, não force, pois não há força suficiente.
Noites perdidas, por copos de alguma bebida ou preocupação, mas totalmente validas a pena. O resto, são coisas do caminho.
Amor, ventre, alma.

Ondas.

Escritos que ficam apenas no caderno. Sangrentos e valiosos demais pra serem expostos fora de minha alma. Vim pra dizer que ainda lembro de tudo, e registrar a saudade. O tudo é relativo.
Algumas coisas são mais do que preenchidas de saudade, outras não, e também não deveriam.
Os clichês, que apesar de serem assim, só são. Cheiro, data, pele, musica, cigarro, vista da janela, noite, chão.
A vida segue, e precisa seguir para que tais coisas virem boas lembranças.